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Fluminense: A Curta Passagem de Gilson Kleina, O Técnico Que Não Treinou o Time
Por Redação FutFlu em 17/01/2026 08:14
A trajetória do Campeonato Carioca deste ano reserva um reencontro peculiar: Fluminense e Gilson Kleina, hoje comandante do Boavista, estarão frente a frente após um hiato de 15 anos. O cenário em Bacaxá, neste sábado, será palco do retorno do técnico ao clube que ele, de fato, "comandou" por aproximadamente duas horas. A precisão nas horas não é um exagero, pois Kleina foi oficialmente apresentado, mas a passagem pelo Tricolor jamais se concretizou, mergulhada em um emaranhado de divergências e desentendimentos entre as diretorias.
A Virada de Mesa Inesperada em 2011
Para compreender a peculiaridade dessa situação, é necessário retroceder a 2011. Muricy Ramalho, o vitorioso técnico do título brasileiro de 2010, entrou em desacordo com a cúpula dirigente da época e deixou o Fluminense em março daquele ano. A urgência pela sucessão levou o Tricolor a agilizar a contratação de Abel Braga, que estava em terras estrangeiras, no Al-Jazira. O contratempo residia no fato de que o novo comandante só estaria disponível em meados do ano, o que demandou a busca por um profissional para um período "interino" de três meses.
A primeira opção do então presidente Peter Siemsen recaiu sobre Levir Culpi, seguido por Adilson Baptista. Ambos, porém, declinaram do convite. Foi então que surgiu o nome de Gilson Kleina, então à frente da Ponte Preta. A negociação avançou a ponto de o treinador ser oficialmente anunciado pelo Fluminense . Contudo, a efêmera "passagem" do recém-contratado durou apenas duas horas antes de uma reviravolta.
O Anúncio Oficial e a Notificação da Ponte Preta
Após o anúncio do Fluminense , a Ponte Preta emitiu um comunicado oficial, assegurando que o treinador permaneceria em Campinas. A controvérsia se instalou devido à pressa dos dirigentes tricolores em acreditar que o acordo estava selado, sem a devida assinatura formal. Sob pressão, Kleina reconsiderou sua decisão.
Em declarações à época, Gilson Kleina explicou o ocorrido: "Eu tive uma bela proposta, bem tentadora. Era um contrato de três meses e o valor financeiro não tem como comparar. Alguém passou que eu já tinha decidido, mas não foi isso. Fui transparente e disse que ainda tinha uma conversa com a Ponte Preta. Eu iria sair pela porta dos fundos e entrar em litígio. A minha consciência vale mais do que tudo. Minha carreira é curta, mas está sendo muito verdadeira e transparente. Foi a Ponte Preta que me colocou em notoriedade."
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