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Rivellino 80 anos: A trajetória do craque no Fluminense e Seleção
Por Redação FutFlu em 01/01/2026 15:25
A virada de ciclo que inaugura 2026 carrega um simbolismo especial para o esporte nacional, transcendendo as festividades de ano-novo. Neste dia 1º de janeiro, o futebol brasileiro reverencia Roberto Rivellino, que atinge a marca de 80 anos de vida. O ex-atleta, figura central na história do Fluminense e do Corinthians, permanece como uma das referências técnicas mais sofisticadas da Seleção Brasileira.
A trajetória do meio-campista nas Laranjeiras, embora concentrada entre os anos de 1975 e 1977, foi o suficiente para elevar o patamar do clube. Como peça fundamental da icônica "Máquina Tricolor", Rivellino acumulou 119 apresentações e balançou as redes em 44 oportunidades. Sua liderança técnica foi traduzida em conquistas expressivas, garantindo o título do Campeonato Carioca de forma consecutiva nos anos de 1975 e 1976.
A relevância do craque no Rio de Janeiro foi um contraponto necessário ao cenário que vivenciou anteriormente em São Paulo. No Fluminense , ele encontrou o ambiente ideal para desfilar sua elegância, consolidando-se como um dos maiores ídolos da instituição. A precisão de seus passes e a potência de seu chute de perna esquerda tornaram-se marcas registradas que ainda habitam a memória do torcedor tricolor.
O Impacto de Rivellino na Máquina Tricolor e na Seleção
Para além do âmbito clubístico, Rivellino inscreveu seu nome na eternidade com a camisa da Seleção Brasileira. Ao longo de 92 partidas oficiais, o canhoto marcou 26 gols e foi protagonista em um dos momentos mais gloriosos da história do esporte: a conquista da Copa do Mundo de 1970. Ele integrou um elenco que, até os dias atuais, é citado como o ápice da harmonia coletiva e técnica em um gramado.
Após sua passagem vitoriosa pelo Rio de Janeiro, o atleta demonstrou uma visão de mercado avançada para a época ao se transferir para o futebol da Arábia Saudita. Defendendo as cores do Al-Hilal entre 1978 e 1981, ele não apenas atuou como embaixador do futebol brasileiro, mas também adicionou o título da Liga Saudita de 1978/79 ao seu currículo. Segundo registros históricos, o encerramento de sua carreira profissional ocorreu em 1974, no Nacional-AM.
Abaixo, detalhamos os números e feitos que moldaram a carreira deste ícone nos principais clubes por onde passou:
| Instituição | Período de Atuação | Partidas Disputadas | Gols Marcados | Principais Conquistas |
|---|---|---|---|---|
| Corinthians | 1965 ? 1974 | +200 | 74 | Torneio Rio-São Paulo (1966) |
| Fluminense | 1975 ? 1977 | 119 | 44 | Campeonato Carioca (1975, 1976) |
As Raízes no Futebol Paulista e o Início da Jornada
Embora tenha atingido o ápice da maturidade técnica no Fluminense , a gênese de Rivellino deu-se no Corinthians, onde iniciou sua caminhada profissional em 1965. No Parque São Jorge, o meia enfrentou um período de forte concorrência regional, medindo forças com esquadrões históricos do Santos e do Palmeiras. Mesmo diante de tamanha competitividade, ele permaneceu no clube até 1974, ultrapassando a marca de duas centenas de jogos.
Durante quase uma década vestindo a camisa alvinegra, o jogador foi o expoente de uma equipe que buscava quebrar hegemonias. Seu maior triunfo nesse período foi a conquista do Torneio Rio-São Paulo em 1966, título compartilhado que serviu como prova de sua capacidade de decisão em grandes palcos. A saída para o Rio de Janeiro, anos depois, marcaria a transição definitiva de uma promessa regional para uma lenda global.
A celebração destes 80 anos não é apenas um registro cronológico, mas um reconhecimento à estética do jogo que Rivellino representava. Em uma era de crescente exigência física, relembrar a técnica refinada do "Reizinho do Parque" e comandante da "Máquina" é um exercício necessário para compreender a grandeza do futebol brasileiro.
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