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Fluminense na Argentina: Jogos Marcantes na Libertadores

Por Redação FutFlu em 18/08/2026 10:31

O território argentino volta a cruzar o caminho do Fluminense em um momento de extrema definição na Copa Libertadores. O elenco tricolor desembarca em Mendoza para encarar o Independiente Rivadavia no confronto de volta das oitavas de final. Atuar no país vizinho evoca um histórico repleto de confrontos intensos, superações memoráveis e roteiros que testaram os corações dos torcedores ao longo deste século.

Desde que restabeleceu sua presença constante no principal torneio do continente, a partir de 2008, o clube carioca realizou dez exibições em gramados argentinos. O balanço estatístico desses confrontos aponta para uma igualdade quase perfeita, refletindo a enorme dificuldade de se jogar sob a pressão dos estádios locais.

Estatística Total
Partidas disputadas 10
Vitórias do Fluminense 4
Empates 3
Derrotas 3
Gols marcados 15
Gols sofridos 14

O Histórico Recente do Fluminense em Solo Argentino

A lembrança mais recente em território argentino remete a maio de 2026, quando o Tricolor esteve justamente no estádio Malvinas Argentinas. Diante do próprio Rivadavia, a equipe carioca enfrentou sérias dificuldades criativas e viu o adversário dominar as ações no primeiro tempo, acertando a trave e exigindo grandes intervenções de Fábio. Na etapa final, a vulnerabilidade defensiva na bola aérea resultou no gol de Álex Arce. A salvação veio somente nos acréscimos, graças ao oportunismo de John Kennedy, que decretou o empate por 1 a 1.

Na temporada de 2023, ano da glória eterna, a Argentina foi palco de momentos de pura tensão. Nas oitavas de final, o duelo contra o Argentinos Juniors terminou em 1 a 1 em uma noite atípica: Marcelo acabou expulso após lance acidental grave, o goleiro rival também recebeu o cartão vermelho e um jogador de linha precisou ir para a meta. Samuel Xavier garantiu a igualdade com um belo arremate na gaveta. Antes disso, na fase de grupos, o time comandado por Fernando Diniz sofreu um revés por 2 a 0 para o River Plate no Monumental de Nuñez, naquela que seria a última derrota da campanha do título inédito.

Dois anos antes, em 2021, o desfecho no Monumental de Nuñez havia sido completamente diferente. Precisando carimbar a vaga para a fase seguinte, o Fluminense aplicou um categórico 3 a 1 sobre o River Plate. Com passes decisivos de Fred, Caio Paulista e Nenê abriram vantagem no primeiro tempo. Mesmo com a pressão argentina e o gol de Girotti na etapa complementar, Yago Felipe selou a vitória histórica nos minutos finais, consolidando o clube como um dos raros brasileiros a vencer os dois gigantes locais em seus respectivos domínios na Libertadores.

As Batalhas na Bombonera e o Drama de Sarandí

O ano de 2012 reservou três viagens do Fluminense para a Argentina, cada uma com sua carga dramática. Nas quartas de final daquela edição, o Tricolor encarou o Boca Juniors na Bombonera e viu seus planos desmoronarem com a expulsão de Carlinhos ainda na etapa inicial. Apesar da resistência defensiva liderada por Diego Cavalieri, Mouche marcou o gol da vitória portenha por 1 a 0, resultado que pavimentou a eliminação tricolor após o empate no Rio de Janeiro.

Anteriormente, na mesma competição, a equipe carioca havia visitado o Arsenal de Sarandí. Em uma partida que parecia sob controle após o gol de Carlinhos, os donos da casa igualaram o marcador. O jogo ganhou contornos dramáticos quando o goleiro adversário foi expulso sem que o time pudesse fazer mais substituições. Mesmo desperdiçando uma cobrança de pênalti diante de um jogador de linha improvisado na meta, o Fluminense arrancou a vitória por 2 a 1 com um gol salvador de Rafael Moura nos acréscimos.

Contudo, a exibição mais emblemática daquela temporada ocorreu na fase de grupos, quando o Fluminense quebrou uma invencibilidade de 36 partidas do Boca Juniors dentro da mística Bombonera. Com gols de Fred e Deco, o Tricolor se impôs com autoridade técnica e tática, conquistando um triunfo por 2 a 1 que ecoou em todo o continente.

A Epopeia do Time de Guerreiros e as Primeiras Viagens

Em 2011, o Fluminense protagonizou uma das maiores reações da história da Libertadores. Para avançar às oitavas de final na rodada derradeira da fase de grupos, o time necessitava de um triunfo por dois gols de diferença contra o Argentinos Juniors. No acanhado estádio Diego Armando Maradona, os gols de Júlio César, Rafael Moura e Fred desenharam um cenário de troca constante de liderança no placar. O gol da classificação heroica por 4 a 2 veio aos 43 minutos do segundo tempo, em cobrança de pênalti convertida por Fred, consolidando de vez a mística do "Time de Guerreiros".

A caminhada do século XXI em solo argentino começou em 2008. Na semifinal daquele ano, o Fluminense mediu forças com o Boca Juniors no estádio do Racing, em Avellaneda. Riquelme colocou os argentinos em vantagem duas vezes, mas a resposta tricolor veio com Thiago Silva e, posteriormente, com Thiago Neves, que contou com uma falha do goleiro Migliore para decretar o empate por 2 a 2. O resultado abriu caminho para a classificação obtida no Maracanã.

Naquela mesma edição de 2008, a primeira experiência na Argentina havia sido negativa. Ainda na fase de grupos, o Fluminense perdeu sua invencibilidade ao ser superado pelo Arsenal de Sarandí por 2 a 0, em uma noite pouco inspirada que culminou com a expulsão de Thiago Neves. Agora, com toda essa bagagem histórica de superação, o Fluminense retorna ao solo argentino em busca de escrever mais um capítulo vitorioso em sua trajetória copeira.

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