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Fluminense: John Kennedy fala sobre maturidade e desejo de ser protagonista em 2026
Por Redação FutFlu em 28/02/2026 12:14
O ano de 2026 marca um período de renovação para o atacante John Kennedy no Fluminense. Após um encerramento de temporada anterior com desempenho aquém do esperado, culminando na perda de um pênalti crucial na eliminação para o Vasco na semifinal da Copa do Brasil, o jovem talento conhecido como Moleque de Xerém demonstra uma notável recuperação.
A trajetória até o momento atual foi repleta de altos e baixos. Para se firmar na equipe e reconquistar a confiança geral no Fluminense , o "Menino Rei", que foi peça fundamental na conquista da América, precisou dar espaço a um profissional com uma visão mais amadurecida de sua carreira.
Amadurecimento Profissional de John Kennedy
John Kennedy compartilhou suas reflexões sobre essa evolução: "Eu precisava amadurecer, demorei até, mas uma hora eu tinha que amadurecer. Acho que chegou o tempo de mudar o pensamento, de chegar a esse momento assim: 'Agora eu tenho que mudar porque eu sou um jogador profissional'. Acho que foi o tempo de maturação."
Ele também admitiu as dificuldades inerentes a uma ascensão tão rápida: "Foi muito difícil porque foi um salto muito grande, para uma pessoa muito jovem. Muito sucesso com 21 anos. E, tipo, estava aqui e, do nada, 'boom', explodiu. Pesou um pouco na cabeça, a questão da maturidade. Também foi bem difícil lidar com isso."
Atualmente, John Kennedy ocupa a posição de centroavante titular sob o comando de Fernando Diniz, contribuindo com cinco participações em gols em doze partidas disputadas, incluindo tentos importantes em clássicos contra Flamengo e Botafogo. Neste domingo, o atacante terá a oportunidade de enfrentar o Vasco, rival que ainda não foi castigado nesta temporada, na semifinal do Campeonato Carioca, buscando classificar o time para a decisão.
Primeira Final de Carioca como Protagonista
Desde sua estreia no profissional em 2020, o atacante vivencia pela primeira vez a possibilidade de disputar fases decisivas do Campeonato Carioca. Apesar de o Fluminense ter chegado a finais em 2020, 2021, 2022, 2023 e 2025, ele não esteve diretamente envolvido em nenhuma delas.
A temporada atual representa a maior sequência de jogos como titular para o camisa 9. Nem mesmo em 2023, quando era esperado que assumisse um papel de maior destaque, ele acumulou tantos jogos iniciando como referência do ataque. A história passada serve de aprendizado, mas o desejo de John Kennedy é repetir o sucesso, desta vez como protagonista.
?Eu realizei um sonho, mas eu ainda tenho que confirmar isso. Ser protagonista de um título de verdade. Não que eu não tenha sido protagonista da Libertadores, mas ser titular. Eu acho que tenho que confirmar isso ainda?, projetou o jogador.
Reconquista e Simbolismo da Camisa 9 no Fluminense
John Kennedy vivenciou uma montanha-russa de emoções em seus primeiros anos no time principal do Fluminense . Surgindo precocemente aos 18 anos, marcou em sua estreia, decidiu clássicos, tornou-se herói continental e, posteriormente, enfrentou momentos de menor protagonismo.
Especialmente após um 2024 abaixo das expectativas, onde se esperava que ele assumisse a liderança técnica, e com um retorno no segundo semestre do ano seguinte sem conseguir espaço, o atacante agora trabalha para resgatar o protagonismo perdido.
Um dos símbolos dessa reconquista é a numeração que veste. JK iniciou nas categorias de base com a 23 e herdou a histórica camisa 9 após a aposentadoria de Fred. Após um breve período fora do clube em 2025, ele retornou vestindo a 99 e, neste início de ano, recuperou a numeração icônica.
?Eu sempre gostei muito da camisa 9, e poder ser o sucessor dele é importante para todos. Para quem entende a força e a simbologia que ela tem no clube. É importante e eu fico feliz com isso?, declarou o jogador.
A Influência de Fernando Diniz na Recuperação de John Kennedy
Um personagem fundamental na recuperação de John Kennedy tem sido o técnico Fernando Diniz. Embora tenha preferido Everaldo em momentos cruciais no final do ano passado, o treinador deu oportunidades ao atacante no início de 2026, diferentemente do antecessor Renato Gaúcho, com quem pouco jogava.
O jogador optou por se reapresentar antes do restante do elenco para intensificar seu trabalho e compreender melhor as expectativas da comissão técnica. Ele expressou sua admiração pelo trabalho de Diniz: ?Ele é um cara que, para mim, desde que chegou, é um excelente profissional. Grande treinador. Sempre tenta ajudar todos, independentemente da situação, se está jogando ou não. Ele dá toda a energia por todos do grupo.
Me pede para ficar tranquilo, não trazer essa pressão para mim, que tenho que fazer gol. Que vai sair naturalmente. Tenho que fazer as coisas para ajudar o grupo, tática e fisicamente, que o gol vai sair?, explicou.
Um Novo Capítulo para o Ídolo Tricolor
O ídolo forjado em 2023 agora vive uma nova fase, marcada por maior maturidade e um foco mais coletivo. Ele busca contribuir ativamente para a equipe, encontrar seu espaço e auxiliar em novas conquistas para o Fluminense .
Conforme suas próprias palavras, o objetivo é solidificar o que já foi construído e escrever novos capítulos em uma trajetória que se iniciou na juventude, passando por todas as categorias de base até o profissional. Apesar de ter consciência de sua relevância para o clube, ele ainda pondera sobre a extensão de seu impacto.
?Essa pergunta sempre me pega. Não, eu sei que tenho uma importância para muita gente, para o clube e para a história. Mas em mim eu não sei qual tamanho eu tenho não?, concluiu.
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