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Fluminense 2025: Premiação milionária e campanha histórica no Mundial marcam o ano
Por Redação FutFlu em 28/12/2025 07:16
O ciclo de 2025 para o Fluminense foi marcado por uma dualidade evidente entre o sucesso institucional e a oscilação técnica dentro das quatro linhas. Após um 2024 de sobrevivência, o Tricolor buscou a reabilitação e, embora tenha batido na trave em competições eliminatórias, consolidou sua saúde financeira com um faturamento sem precedentes. O clube encerrou o período com R$ 374,2 milhões em premiações, um salto significativo comparado aos R$ 194 milhões obtidos no ano da conquista da América.
No campo, a trajetória foi de extremos. O clube vivenciou a glória de figurar entre os melhores do planeta no Mundial de Clubes e a frustração de quedas em torneios considerados acessíveis. Apesar das trocas no comando técnico e da falta de troféus na galeria, o objetivo final de retornar ao principal torneio do continente foi atingido com a conquista da vaga direta para a Libertadores de 2026 via Campeonato Brasileiro.
| Competição | Desempenho Final |
|---|---|
| Campeonato Carioca | Vice-campeão |
| Mundial de Clubes | Semifinalista |
| Copa do Brasil | Semifinalista |
| Sul-Americana | Quartas de final |
| Brasileirão | 5º colocado |
A ascensão global e o feito histórico no Mundial
O grande destaque técnico do ano ocorreu em solo internacional. Sob a batuta de Renato Gaúcho, o Fluminense apresentou um futebol de alto nível no Mundial de Clubes. A campanha incluiu vitórias memoráveis, como o triunfo sobre o Ulsan Hyundai por 4 a 2 e a classificação nas oitavas de final contra a Inter de Milão, vice-campeã europeia, com gols de Cano e Hércules. O Tricolor foi o único representante da América do Sul a eliminar um gigante europeu na competição.
A jornada seguiu com uma vitória estratégica sobre o Al-Hilal, mas parou diante do Chelsea na semifinal. A derrota por 2 a 0 para os ingleses, com gols do jovem João Pedro, revelado em Xerém, encerrou o sonho do título mundial, mas não apagou a imagem positiva deixada pelo clube. O desempenho consistente antes e durante o torneio deu ao torcedor a esperança de um ano vitorioso, que acabaria esbarrando em limitações internas nos meses seguintes.
Entretanto, o brilho no Mundial não foi suficiente para sustentar Renato Gaúcho após o retorno ao Brasil. A queda de rendimento no cenário doméstico e a eliminação na Copa Sul-Americana para o Lanús, em pleno Maracanã, geraram um clima de insatisfação. O treinador, desgastado com as cobranças externas, optou pelo encerramento de sua sétima passagem pelo clube.
"Eu nem deveria estar falando isso com vocês, quem vai se manifestar é o presidente. Mas essas perguntas todas, de alguns gênios da internet, muita gente vai atrás desses gênios"
Instabilidade técnica e a chegada de Luis Zubeldía
A temporada havia começado com Mano Menezes, que recebeu um voto de confiança após livrar o time do descenso no ano anterior. Apesar de levar o time à final do Estadual, a passividade da equipe e a derrota na estreia do Brasileirão para o Fortaleza selaram seu destino. Foram 46 partidas no comando, com um aproveitamento de 20 vitórias. A diretoria agiu rápido no mercado para tentar salvar o planejamento do segundo semestre.
A solução veio com Luis Zubeldía, que quebrou um hiato de quase três décadas sem treinadores estrangeiros nas Laranjeiras. O argentino trouxe novo fôlego tático, conquistando vitórias cruciais em clássicos contra Botafogo e Flamengo. Sob sua liderança, o Fluminense apresentou uma reta final de campeonato impecável, com 100% de aproveitamento nos últimos dez compromissos, garantindo a quinta colocação na tabela nacional.
A eliminação na Copa do Brasil para o Vasco, nos pênaltis, foi o ponto baixo da gestão Zubeldía. Após uma derrota por 2 a 1 na ida e uma vitória por 1 a 0 na volta, o erro nas cobranças de John Kennedy e Canobbio impediu a chegada à final. Contudo, o prestígio do técnico permanece elevado para 2026, sendo ele o responsável por capitanear a reformulação do plantel junto à nova gestão presidencial.
Mudanças institucionais e o adeus ao ídolo Thiago Silva
Fora das quatro linhas, o Fluminense passou por uma transição política importante. Mattheus Montenegro foi eleito o novo mandatário para o triênio 2026-2028, vencendo o pleito com ampla margem de votos. Sua gestão terá o desafio de decidir os rumos da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e manter a competitividade financeira alcançada na última temporada. O período eleitoral também foi marcado pelo luto com o falecimento de Celso Barros, figura histórica do clube, vítima de um infarto.
No elenco, a notícia de maior impacto foi a saída de Thiago Silva. O defensor, que retornou em 2024 para ser o pilar da reconstrução, rescindiu seu contrato para retornar à Europa e ficar próximo à família. O "Monstro" encerra sua segunda passagem com o sentimento de dever cumprido por ter ajudado na estabilização do clube e na conquista da vaga para a próxima Libertadores, seguindo agora para o Porto.
Para o próximo ano, a diretoria já sinaliza movimentos agressivos. O zagueiro Jemmes já está acertado, enquanto negociações avançadas com Guilherme Arana e o desejo de repatriar Nino mostram que o Fluminense pretende utilizar o alto faturamento de 2025 para transformar o bom desempenho financeiro em taças na temporada que se aproxima.
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