- FutFlu
- Davi Melo, filho de Felipe Melo, traça caminho próprio no Fluminense
Davi Melo, filho de Felipe Melo, traça caminho próprio no Fluminense
Por Redação FutFlu em 20/02/2026 12:13
A ascensão de jovens talentos no futebol é sempre um capítulo à parte nas narrativas esportivas. No Fluminense, Davi Melo, de 20 anos, filho do icônico volante Felipe Melo, caminha para escrever sua própria história nas Laranjeiras. O jovem volante, que já integrou as categorias de base do clube desde o sub-17, teve em 2024 o momento tão esperado: a estreia pelo time profissional.
A Estreia e o Legado Familiar
O dia 17 de janeiro marcou a entrada de Davi no gramado principal em partida contra o Boavista, válida pelo Campeonato Carioca. A emoção do momento foi palpável, como ele mesmo relata: "Foi um dia de muita felicidade para mim e para minha família. Eu estava bem nervoso no dia, acordei e já estava com a esperança de estrear. Na hora do jogo, estava uma gritaria do caramba, aí o Max (Cuberas, auxiliar de Zubeldía) me chamou e deu um frio na barriga. Eu estava nervoso, mas graças a Deus pude estrear bem. Nas primeiras participações ali, o passe foi meio forte, rápido, mas depois fiquei mais tranquilo."
A entrada de Davi, que substituiu Otávio, durou apenas oito minutos. Contudo, a expectativa por novas oportunidades sob o comando de Fernando Diniz é uma constante. A paciência é uma virtude que o jovem volante cultiva, ciente de que a chance de conquistar mais minutos em campo é um sonho que nutre desde a infância, acompanhando os passos do pai em diversos clubes.
Superando Obstáculos e Definindo a Identidade
A jornada no futebol, especialmente para quem carrega um sobrenome de peso, nem sempre é linear. Em determinado momento de sua formação na base do Palmeiras, Davi chegou a cogitar abandonar os campos, mas a paixão pelo esporte falou mais alto. "Eu comecei quando era pequeno, mas teve uma época que eu tinha até parado de jogar. A decisão foi mais minha. Quando eu tinha parado, ele até tinha falado que ia me apoiar em qualquer coisa que eu fizesse, mas eu tomei a decisão que ia ser jogador, eu estou trabalhando pra isso."
A Relação com o Pai: Críticas Construtivas e Inspiração
A relação entre Davi e Felipe Melo é pautada por um diálogo aberto e pela busca por aprimoramento. O jovem reconhece a pressão inerente à sua trajetória, mas faz questão de afirmar sua individualidade: "A pressão eu acho que sempre vai ter, até pelo jogador que meu pai foi, mas eu converso muito com ele, a gente conversa muito, e é lógico que eu vou continuar o legado dos 'Melos'. Mas quero criar a minha trajetória, criar o meu nome."
A interação diária com o pai é vista como um diferencial valioso. "É uma interação igual a de todos os pais (com os filhos), eu acho. Sempre depois de treino, depois de jogo, a gente senta para ver os vídeos. Ele fala onde eu tenho que melhorar, o que eu acertei, mas é uma crítica construtiva. É mais para me ajudar, para ver melhora em cima. As críticas dele são saudáveis, sim." A influência de Felipe é clara, com conselhos diretos: "Ele fala: 'quando eu jogava, eu dava passe para a frente, chutava para gol, dava arrancada, você tem que fazer igual. Dá porrada'. Eu falo: 'pode deixar, pai, eu vou fazer igual você fala' (risos)."
Um Sonho Compartilhado: Jogar ao Lado do Pai
Davi revelou um desejo que transcende o campo: atuar ao lado do pai, ecoando a parceria de LeBron e Bronny James na NBA. Embora a oportunidade de jogar uma partida oficial com Felipe Melo não tenha se concretizado, os treinos conjuntos no profissional representam momentos inesquecíveis. "Foi um dia muito emocionante, que eu nunca vou esquecer. Eu treinei, acho, umas duas ou três vezes com ele aqui no profissional. Não tive o privilégio de ter estreado com ele em campo, não foi da vontade de Deus, mas se Deus quiser, quem sabe, eu possa jogar com ele sendo treinador", expressou, antecipando um futuro desejo do pai.
Felipe Melo, em participação remota, comentou a estreia do filho de forma descontraída, destacando as semelhanças com seu estilo de jogo. "A perseguição já começou, que nem falta foi. Mas foi bom porque não tem jeito, aquilo ali é a chamada falta tática. Se não faz aquela falta ali, o cara vai dentro do gol, então foi bem. Não errou nenhum passe, só deu passe para a frente, eu cobro muito isso aqui em casa", analisou o ex-volante.
Curtiu esse post?
Participe e suba no rank de membros